sábado, 2 de dezembro de 2017

é pra lá que eu vou.


Dobro outras esquinas, encontro outras ruas. Desafios novos em folha para serem enfrentados. Escolhas para serem feitas. E ainda sobra tempo para uma taça de vinho, à meia luz, enquanto a cidade passa ou dorme, enquanto fico inerte feito um jardineiro fiel, calculando quando retornarei silente para aquele trem que corta a vida. Estou feliz. Estou só. Um alivio indescritível por deixar de carregar peso.

eu vi a burrice

Eu vi a beleza, minto, a burrice. Digo, porque presenciei. A burrice é alta, tem olhos, dentes, a voz modulada. Não diria, se fosse uma coisa qualquer. Era a burrice inteira, singela, o verdadeiro sub produto de doutrinação barata, amparada por cérebros poucos previlegiados, material avariado que vive apenas para fazer o mal, para gritar, sucumbir à estupidez que carrega na alma. A burrice que eu conheci, faz parte daquela categoria cheia de segurança que só a ignorância pode produzir. Eu estava presente quando a burrice se manifestou. Sinto-me distinto. Era o justo momento. Não pude tocá-la, mas esquadrinhei-a com meus olhos. Eu pude saber – a burrice tinha partes, tinha os ornamentos, tinha os braços, e foi nos braços da burrice que eu fiz a pesquisa de campo. Eu não a toquei. Nem desejo toca-la. Eu preciso somente entender – qual a natureza daquela forma? De que oceanos, de que eras, de que jornadas vieste? Jamais saberei, e estou feliz com isso. Porque desisti da intenção de pesquisar. Decidi que a burrice é inpesquisável. Quero apenas celebrar a alegria de não retê-la na lembrança. Estou satisfeito e seguro porque agora sei que a BUrricE existe.

por Agnaldo Ribeiro

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Estou com raiva da vida
Estou com raiva da burrice humana
Estou com raiva do mundo
Estou com raiva de você
Estou com raiva
Foda-se
Penso em me matar todo dia e isso está cada dia mais forte.
Não vou viver muito. Isso é um fato.
Ta, algum imbecil vai perguntar: Como você pode pensar assim?
Você não entende porque é burro(a) porque o seu cérebro de ameba é uma dádiva divina. Só por isso. Se pudesse ver e entender o que entendo, se tivesse inteligência para ver o mundo de outro ângulo também pensaria em sumir desse chiqueiro.
Se tivesse que tolerar essa verborragia diária proferida por 99% da humanidade, esse egoísmo, egocentrismo, estupidez, é horrível fazer parte disso, me sinto no meio do chiqueiro com porcos, detesto isso, mas pra todo lado que eu olho só vejo isso.

sábado, 16 de setembro de 2017

Estou cercado de idiotas.


Tenho presenciado tanta barbaridade fantasiada de arte, tenho ajudado tanta gente estupida a se promover como arte, tenho presenciado chiliques de tanta gente que se diz arte, tenho ficado cabisbaixo com tata burrice fantasiada de arte, tenho escutado tanta gente que se diz especial, artista, cool, inteligente, barro da existência, Dionísio, Bacco...quando de fato não passam de uns idiotas com q.i rastejante e ideias provincianas de fundo de quintal. Que pena que essa gente não consegue se ver no espelho. Deprimente, conviver com tanta “arte” me sinto um esqueleto carregando peso quando sou forçado a tolerar esse tipo, me sinto como o personagem Scar do Rei leão, quando ele diz: estou cercado de idiotas.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017


Sobre vida e morte.

Tenho pensado muito na vida e na morte.
Tenho convivido muito com a vida e com a morte.
A morte, senhora dos destinos, tão certa quanto a vida.

Não pense que a morte é apenas quando se vai para outro mundo além do conhecimento. Não, existe mortes de todo tipo. Morre se o amor vulgar. Morre o amor antigo. Morre o amor jovem.
Na terra, enfim, tudo morre. Aqui, nesse planeta acima e abaixo do sol, tudo morre. Ela, a morte, leva quem tem que levar. Hoje foi o amor. Amanhã, quem vai saber... A quem fica, além da ruptura dolorosa, ela oferece a chance de pensar e repensar sobre a vida.

Acenda o cigarro que você não fuma, acenda a luz da vida tão curta, faça uma viagem pela alma, pela estrada congestionada, pela terra devastada, viaje pelo seu vocabulário para explicar o porquê de tudo isso.
Veja o mundo vazio, a calmaria incomum, a inquietação profunda dentro do peito.  Aqui no velório, ninguém está aqui, para reclamar, apenas para dizer que você foi bom. 
Quando chegar ao outro lado a pergunta será feita:
Você foi feliz?
Fez alguém feliz?

E assim o mundo aqui termina, para nascer lá, onde os pequenos delitos são apenas você e eu.


Agnaldo Ribeiro

domingo, 30 de abril de 2017

   
Hoje uma pessoa bastante importante que desejei por duas eternidades conhecer me acusou de desrespeito. Verificando o problema conclui: cada vez mais fico irritado com pequeníssimas coisas que acontecem ou que ela tem como verdade ou mentira.
Depois de ponderar sobre o assunto percebi que respeito é muito mais do que ser educado ou polido, é estar correto.
Entendi que o seu comportamento e alguns dos seus sentimentos em certas ocasiões são uma falta de respeito com quem eu sou e com quem as outras pessoas são. Essa pessoa supostamente bela e rara me lembrou que ela mudou, que não é mais a mesma pessoa, concordei, percebi que ela estava certa. Ela não tem mesmo educação e muito menos, escrúpulo, enfim, não aceita um horário atrasado. Não aceita uma fala mal dita. Não aceita que é possível ser diferente. Ela se acha o máximo, mas ainda toma decisões baseadas em palavras de amigos e amigas fracassadas e perdedoras. Ainda se acha rebelde, mas acampa no quintal da casa do papai. Ela tem a segurança que só a ignorância é capaz de produzir.Odeia o convencional, mas aceita ser paga em dólar. Não vê a programação da Tv porque é muito malfazeja, muito menos lê um texto confuso, ou ouve uma interpretação errada a propósito de um assunto trivial.
Porém, às vezes, ela ainda chega atrasada, ainda não sabe falar corretamente, ainda usa filosofia de quintal manejada por doutrinadores frustrados. Ainda escreve textos confusos e ouve apenas o que cabe na sua limitada equalização educacional.
Fiquei calado, avaliei as palavras proferidas por ela e percebi que estava diante de uma pessoa, corriqueira, trivial que não entende nada sobre respeito e compreensão, uma pessoa mesquinha com ideias conflitantes entre ser rica e promover o socialismo, uma pessoa que não se respeita e que não se valoriza em primeiro lugar.

E essa é uma das atitudes mais flagelantes e asquerosas que não admiro nas pessoas que desejam compor o cenário da minha vida.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Não seja hipócrita, dinheiro trás felicidade sim!
Ficar sozinho também.
Manter distância de alpinistas sentimentais e gente que não respeita opinião alheia, também faz muito bem.

cheers!Long life to me.

a arte de dizer não.

Eu gosto de infâmia. Por isso sem meias verdades aqui. Tenha a bondade!