sexta-feira, 27 de junho de 2008

nesta noite temerosa

Foto: agnaldo ribeiro
Na sutileza do sentir, deixo o pensamento voar no instante do acaso, fecho os olhos e inspiro-me em você, nas sensações que me animam, quando as nossas almas se encontram para lá de nós e tocam os limites infinitos da eternidade. Recebo na minha face triste, uma gota de saudade, nascida da luz tênue dos meus olhos, lágrima solitária, que perde forças no meu sorriso de criança, beija-me os lábios e cai desamparada no abismo da melancolia, desta noite sem você.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

por uma vida menos ordinária

Foto: agnaldo ribeiro
Era uma vez um garoto que nasceu em pleno calor de agosto, numa manhã qualquer perdida no universo da sua memória. Logo cedo tomou gosto pela leitura. Pelas palavras de autores desconhecidos imaginou um mundo abrigado de consternação e angustia. Um dia quando contemplava a tarde quente, imaginou: “acho que Deus usou três galões de tinta muito azul para pintar o céu hoje”. O chão que deitava era avermelhado e se ele pudesse visualizá-lo agora, do alto, ficaria encantando com a intensidade das cores, com tanta beleza. O tempo passou, e com ele a vida cresceu, tomou outro rumo. Hoje, agora, nesse momento, no caminho oposto ao seu, um lampejo de nostalgia dança no palco dos seus olhos. Nos dias bons ele sonha, nos outros pesca a existência por uma vida menos ordinária. por agnaldo ribeiro

a arte de dizer não.

Eu gosto de infâmia. Por isso sem meias verdades aqui. Tenha a bondade!