terça-feira, 30 de setembro de 2008

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

testamento de uma nova vida

Foto: luc bessien
Ontem desisti de pensar na vida, estou perdido num mar de tristezas , de desencantos e falta de honestidade, sei que sou um sonhador, quero um mundo justo, onde a oferta e a procura por estupidez não seja tão abominável, mas sei que a realidade e outra. Por isso desde já, quero fazer o meu testamento: Deixo pra voce, que se preocupou comigo quando conheci de perto a sombra da morte, o meu sorriso, e quero dizer também que sempre te respeitei e te amei com as minhas palavras, com os meus pensamentos e com o meu coração.Pra voce deixo todo o meu desprezo, pessoa mesquinha e maldita, na sua vida sempre haverá falta de caráter, falta de compromisso e o seu totalmente nulo poder de decisão. E finalmente pra voce deixo toda a minha saudade e dizer que foram bons momentos, voce e uma pessoa rara e merece ser feliz, eu não estou qualificado para tal honra, mas certamente o universo te mostrará o melhor caminho para chegar ao seu castelo. Agora mesmo tentei acertar as contas com o passado mas a tecnologia atual não permitiu, voltei dez anos no tempo para reivindicar o meu direito de afinar os acordes de uma música mal interpretada por este que sempre foi e será um maestro horroroso no comando de qualquer orquestra sinfônica. Quisera ser um mago para reinterpretar as minhas peças mal escritas, sempre tive o melhor a minha disposição e não consegui entender que o diabo so e feliz com a destruição. Sou esse diabo, penso também que sou um tubarão, aqueles que deixam um rastro de destruição por onde passa, assustando o oceano com a sua presença inconveniente.Tentarei ser, a minha maneira, apenas uma sombra num universo cheio de beleza e destruição que tanto me encanta e me incomoda. Ja estava esquecendo, não sou muito de acreditar em religião e toda essa crendice popular,mas aconteceu nos últimos meses um fato que me chamou a atenção, conheci uma serie de pessoas , todas, adeptas do espiritismo com alto poder de boas intenções. Isso foi assunto para uns quinze minutos de pura reflexão a respeito do assunto. Sera que preciso acreditar em Deus? eu acredito. Só acho que não preciso trilhar um caminho que favorece apenas um lado para chegar a ele, um caminho ditoso que faz alguem passar um fim de semana como escravo numa fazenda para servir "a Deus", decididamente não acho isso necessário...but, if a have a lose my fate in me, i'm lost! portando quero ser quem sou, um idiota, um senhor que se preocupa muito com as pessoas que passam por minha vida que fazem parte da minha existência, mas descobri, álias, comprovei mais de duas vezes o que ja sabia, não importa se voce tem a bondade do Dalai lama, a compreensão do Papa e o dicernimento de Socrátes, atualmente isso não e suficiente, nos dias de hoje para ser "bom" e necessário tratar os outros com todo o desprezo. Falta de respeito e desonestidade e essêncial para que te tenha como uma pessoa que mereça ser levada a sério. Acho que estou sendo sensato, então ta tudo bem, sairei por ai com a mão na bunda, sentarei naquela cadeira ao lado da mesa daquele buteco onde estão todos os meus amigos falando de mulheres e tratando-as como seifadeiras igorantes, fumando lixo e bebendo gargalhadas, promentendo em voz baixa sexo sem camisinha e uma dose exata de DST, talvez um filho bastardo que não saberá o nome do pai depois de noventa e um dias. Sim, assim farei. Serei feliz e deixarei de ser um sonhador num universo cretino e bestial juntamente com esses asnos e suas crias sem nome. Viva a minha nova vida! por agnaldo ribeiro

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

um velho senhor


esses dias, olhando-me no espelho, reparei que meus cabelos brancos estão em número maior, pois o tempo está passando e passando depressa demais. minha vida como um todo está ali, grudada em cada cabelo branco, escrachada e escancarada neles. e todos os meus cabelos brancos falam de uma vida feliz, com alguns momentos de preocupação, sim, mas com muitos mais de alegria, sempre em busca da serenidade. é por isso que gosto dos meus cabelos brancos: eles me lembram que estou vivo, caminhando: avançando.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

hoje me sinto só.

Andar pelas ruas dominicais da minha memória e como caminhar sobre um tempo que eu desconheço. Em pé ao meio dia entre a estação paraíso e a consolação, o vento e um abraço feito de frio cortante e úmido. Porque estou assim? Não sei. Sei apenas que meus ombros estão cansados minha mente entristecida minhas mãos nervosas. Então metade de mim andou pela Paulista, metade de mim quis sumir, metade de mim não me quis. Preferi pensar, que um pedaço do mundo não me queria me desprezava, me ignorava, aqui nesta vastidão silenciosa, afiada, solidão turbulenta, uma navalha eficiente, eco, paisagem submersa.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

uma poesia para calar as horas

Fotos: Vishnic jac
"Quando a hora dobra em triste e tardo toque
E em noite horrenda vejo escoar-se o dia,
Quando vejo esvair-se a violeta, ou que
A prata a preta tempora assedia;
**
Quando vejo sem folha o tronco antigo
Que ao rebanho estendia a sobra franca
E em feixe atado agora o vejo trigo
Seguir o carro, a barba hirsuta e branca;
**
Sobre tua beleza então questiono
Que há de sofrer do Tempo a dura prova,
Pois as graças do mundo em abandono
**
Morrem ao ver nascer a graça nova.
Contra a foice do tempo é vão combate
Salvo a prole, que o enfrenta se te abate."
William Shakespeare
Pago um doce pra quem decifrar corretamente a poesia acima.

a arte de dizer não.

Eu gosto de infâmia. Por isso sem meias verdades aqui. Tenha a bondade!