segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Carta aos filhos.

-----------------------------------------------Por Agnaldo Ribeiro

Queridos filhos:

Não pude dar-lhes um mundo, uma história um sorriso. Não pude dar-lhes um beijo de boa noite, uma lembrança, uma canção. Anjos vejam minha alma na janela. Queridos petralhas, farol dos meus erros, a poesia permanece, os amores passam. Contudo se eu me descuido, nessa casa cheia de brinquedos, nessa conversa assim mansinha, nessa tua gargalhada que chacoalha o sino...


Querido filho:

Deixo-te um punhado de palavras. Testemunhas de um caminho seco.
Uma biografia completa e uma felicidade incompleta. Deixo-te apenas a boquiaberta perplexidade dos loucos solitários, desistidos, suicidados.
Mas não peço teu indulto, só o silêncio cheio de ecos, das muitas gerações que não virão.

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Querida filha:

Eu te vi na entrelinha de um poema, sentada numa cadeira de sol. Em cada pequena alegria da vida. Na beleza mais furtiva de uma bruma, disfarçada de terrena promessa. Na seda de que era feito o livro que dormia nos olhos da sua mãe numa tarde preguiçosa. Vi-te num fundo de damasco lavrado de figuras isoladas onde vivem os mitos. Lá onde todas as deusas são mulheres ausentes. Ainda na condição de falível humano fico por aqui, onde nenhuma fábula regressa, no aguardo do faça-se a luz à espera de um dia nos encontrarmos.

sábado, 21 de novembro de 2009

silencio.


em pleno vôo repousa a minha alma.
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a arte de dizer não.

Eu gosto de infâmia. Por isso sem meias verdades aqui. Tenha a bondade!