quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

uma questão de fé

não me perturbe com falsos pudores.o que eu preciso agora é voltar ao estado da paixão. é reinventar uma maneira de seguir em frente desafiado, sem temor, apenas com a vontade de chegar ao outro lado. tenho necessidade de tirar os pés do chão vez em quando. não me agrada o fato de regras inúteis. respeito o medo e claro, mas infâmia também me afaga. gosto de olhar de frente para o que não conheço e cumprimentar – muito prazer! mas esqueço dos tropeços, eu até quero a vertigem mas ainda sonho com voce, sonho com uma vida mais calma, sem tantas máscaras diárias e sofrimentos desnecessários.

preciso voltar a ter foco. a acreditar em mim, sem necessariamente ancorar meus navios em portos alheios.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

para os problemas

imagem: internet
não passe bem
nem passe mal,
apenas passe.

um ano bom

para você que visita as minhas palavras,
além da minha gratidão, o desejo de que
no natal, no ano que vem, na vida:
esteja em paz com as suas memórias,
saiba que coisas boas virão,
sinta que o presente é possível.
é o que desejo para você e para mim.
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

eu na tv cultura s.p

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

tudo para você


Não, não precisa se levantar, não. Você pode ouvir tudo isso aí mesmo, no sofá. E pode fechar também esse sorriso. Eu não estou de volta. Está ouvindo? Dirigi até aqui, passei pelo seu porteiro curioso, subi por esse seu elevador cheirando a mofo, pra lhe dizer exatamente que eu não estou de volta. Que você pode ficar com tudo. Com seu livros empilhados, com seus discos mal guardados, com suas plantas quase-mortas, por não serem mais regadas. Você pode ficar com tudo. Com esse seu vaso de flores amarelas de plástico, empoeiradas pelo que vem dessa janela sempre entreaberta. Pelo que vem com o cinza dessa cidade imunda. Fique com tudo. Com esse seu apartamento minúsculo. Com essa caixa de fósforos do décimo sexto andar. Não quero nada. E só achei que deveria saber que você pode ficar com tudo. Com os meus beijos e com os meus apertos, inclusive. Com os meus carinhos feitos quando eu, tolo, acreditava que você era o que eu andava precisando. Só achei que deveria saber que esta é a última vez que me viu por aquele olho-mágico da porta, antes de me espiar por ele, de costas, indo embora, de uma vez por todas, por aquele corredor com marcas de mãos pretas pelas paredes. Achei que precisava lhe avisar que não quero mais nada. Que você precisava saber que esta é a última vez que estou pisando nesse seu carpete desfiado. Olhando para todo esse caos, que um dia chegamos a chamar de paraíso. Não, não precisa se levantar, não. Você pode ouvir tudo isso aí, com essa bunda grudada no sofá. Eu só passei mesmo pra dizer que não quero nada de volta. Nem aqueles beijos todos. Poderia fazer com que cuspisse um por um, agora mesmo, de joelhos sobre o tapete. Mas eles não vão me fazer falta. E eu estou meio com pressa. Me desculpe, mas eu só passei por aqui realmente pra avisar que não, eu não estou de volta.

(texto de autoria do Sr. Eduardo Baszczyn)

é preciso compreender.

Juro: minha solidão é conseqüência inevitável de você!

a arte de dizer não.

Eu gosto de infâmia. Por isso sem meias verdades aqui. Tenha a bondade!