terça-feira, 29 de junho de 2010

E então, que quereis?...

Fiz ranger as folhas de jornal
abrindo-lhes as pálpebras piscantes.
E logo
de cada fronteira distante
subiu um cheiro de pólvora
perseguindo-me até em casa.
Nestes últimos vinte anos
nada de novo há
no rugir das tempestades.

Não estamos alegres,é certo,mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes?
O mar da história é agitado.
As ameaças e as guerras
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio,
cortando-as
como uma quilha corta as ondas.
(Maiakóvski)
Poema extraído do livro “Maiakóvski — Antologia Poética”, Editora Max Limonad, 1987, tradução de E. Carrera Guerra.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

...de bêbada não tem dono

Mostre-me um bêbado legal e eu lhe mostrarei um filho da puta!
Quando foi que voce ouviu:
Que bêbado legal!
Olha como ele não comete erros, tem total noção do ridículo, não fala palavrão...que exemplo!

DST, filhos bastardos, não, ele não tem!
Nossa! Estou boquiaberto! Que bêbado legal!


Vou começar a beber já!
Esse bêbado me inspirou!

Sabe o que é pior que um bêbado ou um filho da puta?
Uma bêbada.

uma questão de fé

Quando em qualquer situação optamos por um lado e porque esse ou aquele é na nossa cabeça, o lado certo, o lugar onde se deve estar. Penso que todos ou a maioria diria que a minha teoria é acertada.Pois bem, tendo isso como base, chegamos a um diagnóstico.
Contudo, nem sempre atentamos para os efeitos colaterais.
Mas,... optar e saber que aquele lado é melhor que esse.

sábado, 19 de junho de 2010

o tempo exato de todas as coisas

imagem: internet

caso lhe seja nova a idéia de que a delicada desordem da sua mente não conhece mais a casa onde mora a minha afeição, não se preocupe. o trem no qual viajo tem uma estação que me deixa lá, sempre que estou distraído. queres vir comigo?

domingo, 6 de junho de 2010

adultos e felizes

No meu sonho, sem a menor explicação eu e você decidimos andar e no caminho vimos árvores inexplicáveis, uma delas com os frutos da goiabeira e as flores da quaresmeira. No quintal do caminho, o pé de milho que o velho agricultor plantou crescia em direção às estrelas rosáceas. Um perobal imenso apontava seus braços centenários para o céu, enquanto dois pescadores conversavam em aramaico, à beira do lago.
Os habitantes da cidade passaram a encontrar aqueles que já haviam partido; e todos eles tinham a mesma idade.
Observamos também dois meninos sem nome que já eram adultos e felizes. E ouvimos, de longe, uma conversa entre Aristóteles e Platão.

a arte de dizer não.

Eu gosto de infâmia. Por isso sem meias verdades aqui. Tenha a bondade!