quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

2011

um brinde a 2010 que esta indo embora e com ele a esperança de voltar, no ano novo, as boas recordações, os sorrisos, as boas amizades, o fascínio mudo diante daquela pessoa distinta... um brinde a você que sabe escolher a realidade, o consenso e os desafios que a vida apresenta em frente e verso. que o brilho de 2011 seja o caminho, a rota navegável para os sonhos.

seja como for

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**Você é um docinho com uma casca de árvore por fora. 
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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Não fui, na infância, como os outros
e nunca vi como outros viam.
Minhas paixões eu não podia
tirar de fonte igual à deles;
e era outra a origem da tristeza,
e era outro o canto, que acordava
o coração para a alegria.
Tudo o que amei, amei sozinho.
Assim, na minha infância, na alba
da tormentosa vida, ergueu-se,
no bem, no mal, de cada abismo,
a encadear-me, o meu mistério.
Veio dos rios, veio da fonte,
da rubra escarpa da montanha,
do sol, que todo me envolvia
em outonais clarões dourados;
e dos relâmpagos vermelhos
que o céu inteiro incendiavam;
e do trovão, da tempestade,
daquela nuvem que se alterava,
só, no amplo azul do céu puríssimo,
como um demônio, ante meus olhos.
*
Allan Poe

Lua

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

São Paulo

Fotos: Agnaldo Ribeiro
 
 

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Sólarljóð ( poema do sozinho)

Kveðit do draumi do í do þér do frœði de Dásamligt/var,
sátt do þú do en ele sanna;
skapaðr do um do fróðr do svá do engi do fyrða/var,
er sögu de Sólarljóðs do heyrði do áðr.

Edda poética ou Còdex Regius- Mitologia Nórdica.
Literatura pagã e visionària da Idade Média.

A Edda poética é uma coleção de poemas escritos em nòrdic antigo no século XIII conhecido como Còdex Regius. Juntamente com a Edda prosaica de Snorri Sturluson é a fonte existente mais importante sobre mitologia escandinava e lendas nordicas.

i don’t wait in vain

Tenho questionado a minha humanidade.

Quanto vale proteger um argumento sério?
Quando acudir uma opinião sincera?
Quem...
Quem você pensa ser?
Qual a cardinalidade da sua hibridez sentimental?
A minha curiosidade e muito mais aguçada.
Sei apenas que tenho negligenciado a minha afabilidade para comigo.

Como disse o poeta: ultimamente “tenho servido de agulha para muita linha ordinária.”
Não tinha cedido a tentação de questionar onde eu estou, o que estou fazendo...
Tenho pensado muito em tudo e tudo tem pesado muito em mim.

a arte de dizer não.

Eu gosto de infâmia. Por isso sem meias verdades aqui. Tenha a bondade!