quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

desejo que você morra de overdose

detesto gente covarde, medíocre, inescrupulosa, exploradora da bondade alheia, irresponsável e preguiçosa.
se conheço alguém assim?
Conheço.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

considero uma sexta feira a noite uma ousadia, um desespero transparente. a sexta feira é o escândalo da verdade. tímidos se transformam em terroristas, calmos ficam enervados, pacientes se portam como histéricos. por um instante, não há medo de fazer as propostas mais desvairadas, confessar palavras reprimidas, estender os olhos como um lençol limpo. numa noite de sexta feira o amor perto do desastre não se economiza. a beleza a beira da extinção morre relativamente cedo, relativamente nova, relativamente...por isso te conjuro que permaneça assim em extrema leviandade e preservada na distância. confio que esses dias se imitam e conversam entre si. portanto dileto leitor qualquer hora destas uma sexta feira sairá do esconderijo porque não se sentirá mais segura e lhe mostrará do que é capaz.

Sobre as palavras

Andei perdendo palavras por aí. Talvez por falar em excesso elas me faltem agora. As que saíram aos gritos duvido que voltem. Escaparam e deixaram vítimas durante a fuga. Uma pena. Mas em esforço de guerra dizem que perdas são justificáveis. Nunca acreditei muito nisso.
Andei perdendo palavras por aí. Talvez por ficar em silêncio elas me sobrem agora. E por serem excesso ocuparam o espaço antes reservado ao agrupamento ordenado delas. O crescimento desordenado de palavras é mais perigoso. Jamais pensei na possibilidade de um motim de palavras.
Andei perdendo palavras por aí. Das soltas e guardadas. Algumas entraram por um ouvido e saíram pelo outro. Outras entupiram narinas e muitas desceram pelos olhos.
Ainda ontem me olhei no espelho e vi que engordei. Ando comendo palavras saturadas. Um perigo. Preciso perder peso, perder palavras para reencontrá-las.

Texto de autoria do Sr. Sergio Fonseca

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

a arte de dizer não.

Eu gosto de infâmia. Por isso sem meias verdades aqui. Tenha a bondade!