quarta-feira, 27 de abril de 2011

A menina da Cidade proibida

Quando as flores da velha árvore começaram a cair, o sol já havia desaparecido na escuridão da noite e aquele menino parado em frente ao portão marrom que guardava a casa do capitão Otávio Machado observa que alguém na janela também percebe o tremeluzir das luzes ao longe.
No bar a alguns metros, no inicio da rua, cadeiras vazias indicam que é terça feira. Logo adiante na esquina da Rua Pires de Oliveira e Amaro Guerra um luminoso vermelho instalado em cima da porta anunciava uma loja de material elétrico e construção. O perfume das flores proveniente das grandes árvores embriaga os sentidos daqueles poucos transeuntes que por ali passam, e os sabores da cozinha chinesa servidos em pratos de louça puramente branca outorga aos dois labradores um silêncio incomum.
Em outra época onde a memória se desprende e vaza pelo mar da China, o menino, até ali, testemunha de uma vastidão de ausência e silencio numa terra de surpresas, ficou a contemplar a menina da cidade proibida debruçada na janela. Uma jóia delicada, uma doçura quase insuportável, cuja breve existência é sempre conduzida com a leveza das coisas que não duram.
Ser espectador ali é uma dádiva. É como penetrar nas mais remotas regiões da alma onde a linguagem é um instrumento rude, incapaz de descrever as exigências, sem que palavra alguma seja dita.
Sob o domínio estrito da terra, a noite pousa definitivamente sobre a cidade.
O menino segue fagueiro, suspenso, exibindo um sorriso valioso em direção ao nada.

*

esperando a dormir
(esperar a que el sueño)

Cae la noche sobre la
ciudad antigua. En esa hora melancólica entre el día y la noche, el escritor imagina las páginas del tiempo, la blancura de la piel de la niña china, el azul del infinito y cuestiona el valor de las promesas de este mundo. Finalmente llegó el frío. Estratosférico faldas del universo una niebla ciega cubre la extensión de la noche. En la sala iluminada por el autor de la pantalla del ordenador se ve por la ventana, escuchando el Teatro de los sueños y esperanzas a dormir.


Wait For Sleep


O   entardecer cai sobre a cidade velha. Nessa hora melancólica entre o dia e a noite o escritor imagina  as páginas do tempo, a brancura da pele da menina chinesa, o azul do infinito e questiona o valor das promessas mundanas. Enfim chegou o frio. Das saias estratosféricas do universo uma cortina de nevoa cobre  a vastidão  da noite. No quarto iluminado pelo écran do computador o autor olha pela janela, ouve o Teatro dos Sonhos e espera para dormir.

*

domingo, 10 de abril de 2011

I am the strangest of places and sometimes this feeling extends beyond the contiguity and begins to contaminate the surrounding area, resulting in probation with terms of identity and residence. that's how I feel sometimes the empty space that exists within me. an arid place where escape is impossible for lack of supplies. today I'm so in mourning for not quite knowing what is supposed to feel these days like these. then decided to give a reward to you: seeking to ... someone who has seen where I went ... and contact me if successful.
by Agnaldo Ribeiro

falta do que fazer numa noite de domingo

– O que a prefeitura está fazendo para resolver o problema?
– Nada. Estamos enrolando.

– O que o sr. tem a dizer sobre as acusações de desvios de recursos?
– Nada. Eu roubei mesmo.

– Como o sr. pretende armar o time?
– Pretendo armá-lo para ganhar o jogo. O empate seria pouco interessante. A derrota, menos ainda.

– O sr. aceita essa senhora como legítima esposa?
– Não. Mas toca o barco, seo padre, que o pessoal tá esperando a festa.

– Dá uma passadinha lá em casa pra tomar um café.
– Não. Você é chato e seu café é horrível.

– Tudo bem?
– Não. Mas não me pergunte por quê.

– Você gosta de poesia?
– Seu nome é Carlos Nejar?
– Não.
– Então, eu não gosto.

– Gás da Ultragás?
– Não. Gás mostarda.

– Bom-dia, o sr. já levou seu prêmio?
– Não. O Nobel não saiu ainda.

*
– O sr. conhece o Mário?
– Esse em que você está pensando, não. Só o outro Mário.
– Que Mário?
– Aquele que te comeu atrás do armário.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Estréia do Programa QUINTA SEM LEI amanhã 07/04 as 16 horas aqui:

        PROGRAMA QUINTA SEM LEI!
       Toda Quinta Feira as 16:00hs.
MÚSICA COMO VOCÊ NUNCA OUVIU!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

aah detesto também "alpinista profissional", medíocre, sem talento, com q.i rastejante e sem noção do ridículo.
SIM SIM, conheço gente assim.

a arte de dizer não.

Eu gosto de infâmia. Por isso sem meias verdades aqui. Tenha a bondade!