segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

A saudade faz o tempo gotejar.
ninguém se perde
porque é utopia o encontro.


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Antes de dormir

Na mente, um turbilhão tão infinito a dizer e pensar que se torna mais razoável desacelerar e ir dormir. É, que queria falar sobre amor, sobre desejos, desafios, mulheres e homens. E ainda queria discorrer umas linhas sobre esse jogo psicológico perigoso, que vai ao limite, embora todos finjam que não. Somos todos uns desafiadores irresponsáveis, uns insanos imaturos que se perdem ante a possibilidade dos prazerosos prazeres da carne. Nada mais do que isso.

Minha eterna anônima

Quisera cantar-te um cântico, minha eterna anônima
Terrífico e suave como a noite estrelada
Um cântico que te revelasse toda a plenitude do meu silêncio,
Desse silêncio, sempre em gestação.

De algo que não nasce...
Mas, quando iniciei o meu cântico,
Morreu-me nos lábios o primeiro hálito
Da audaciosa aventura,
Profanidade e profanação seriam todas as palavras que eu te dissesse...

Por isto convidei o mais profundo abismo do meu ser
Para cantar-te a sacra liturgia do meu silêncio, minha eterna anônima
Ouve, pois, a sacralidade do meu silêncio...
Não quero falar de ti,
Quero calar diante de ti...

O meu falar te afugenta de mim,
O meu calar te atrai a mim...

Há tempo fiz esta grande descoberta:
Que a faminta vacuidade do meu silêncio
Atrai a plenitude do teu verbo, que se faz carne em mim.

E das trevas do meu abismo
Contemplo os astros do teu céu...
Minha eterna anônima
Ouve o cântico que não te cantei

O cântico do meu silêncio....

sábado, 26 de dezembro de 2015

no vento da tarde, distintas direções.


O vento da mudança soprou e eu espero atento o passar das horas. Feliz e triste, ansioso e sereno, um misto de sensações. Nada, porém, se compara ao bem estar, ao contentamento que acolhe a minha alma.

a arte de dizer não.

Eu gosto de infâmia. Por isso sem meias verdades aqui. Tenha a bondade!