quinta-feira, 31 de agosto de 2017


Sobre vida e morte.

Tenho pensado muito na vida e na morte.
Tenho convivido muito com a vida e com a morte.
A morte, senhora dos destinos, tão certa quanto a vida.

Não pense que a morte é apenas quando se vai para outro mundo além do conhecimento. Não, existe mortes de todo tipo. Morre se o amor vulgar. Morre o amor antigo. Morre o amor jovem.
Na terra, enfim, tudo morre. Aqui, nesse planeta acima e abaixo do sol, tudo morre. Ela, a morte, leva quem tem que levar. Hoje foi o amor. Amanhã, quem vai saber... A quem fica, além da ruptura dolorosa, ela oferece a chance de pensar e repensar sobre a vida.

Acenda o cigarro que você não fuma, acenda a luz da vida tão curta, faça uma viagem pela alma, pela estrada congestionada, pela terra devastada, viaje pelo seu vocabulário para explicar o porquê de tudo isso.
Veja o mundo vazio, a calmaria incomum, a inquietação profunda dentro do peito.  Aqui no velório, ninguém está aqui, para reclamar, apenas para dizer que você foi bom. 
Quando chegar ao outro lado a pergunta será feita:
Você foi feliz?
Fez alguém feliz?

E assim o mundo aqui termina, para nascer lá, onde os pequenos delitos são apenas você e eu.


Agnaldo Ribeiro

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a arte de dizer não.

Eu gosto de infâmia. Por isso sem meias verdades aqui. Tenha a bondade!