segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Estou cansado.
Estou cansado, e quando eu apertar o gatilho da 45 carregada contra a minha cabeça, você tão esperto) a), inteligente, cheia(o) de verdades vai dizer: Como é possível alguém fazer isso? Como é possível? Ele era tão jovem como foi cometer uma maluquice dessas!?
Vou te dar um vislumbre do meu mundo: Imagina você vivendo num chiqueiro, imagina você vivendo num mundo onde tudo é igualado e padronizado para o lado inferior, infinitamente inferior, imagina que que você está vivendo numa prisão de pensamento, de desrespeito a opinião alheia, imagina onde a vontade da massa burra e oportuna é a vencedora, não...você é burro demais pra entender isso, você é profano demais, estúpido demais pra entender que é marionete de políticos, de idiotas funcionais, de relacionamentos corrosivos, mentes pequenas iguais a sua, não...você jamais entenderia isso. O que fazer? Viver no chiqueiro ou sumir? Tem ideia do que é conviver com tanta bestialidade? Não, você não tem;

Prof. Agnaldo Ribeiro

sábado, 2 de dezembro de 2017

é pra lá que eu vou.


Dobro outras esquinas, encontro outras ruas. Desafios novos em folha para serem enfrentados. Escolhas para serem feitas. E ainda sobra tempo para uma taça de vinho, à meia luz, enquanto a cidade passa ou dorme, enquanto fico inerte feito um jardineiro fiel, calculando quando retornarei silente para aquele trem que corta a vida. Estou feliz. Estou só. Um alivio indescritível por deixar de carregar peso.

eu vi a burrice

Eu vi a beleza, minto, a burrice. Digo, porque presenciei. A burrice é alta, tem olhos, dentes, a voz modulada. Não diria, se fosse uma coisa qualquer. Era a burrice inteira, singela, o verdadeiro sub produto de doutrinação barata, amparada por cérebros poucos previlegiados, material avariado que vive apenas para fazer o mal, para gritar, sucumbir à estupidez que carrega na alma. A burrice que eu conheci, faz parte daquela categoria cheia de segurança que só a ignorância pode produzir. Eu estava presente quando a burrice se manifestou. Sinto-me distinto. Era o justo momento. Não pude tocá-la, mas esquadrinhei-a com meus olhos. Eu pude saber – a burrice tinha partes, tinha os ornamentos, tinha os braços, e foi nos braços da burrice que eu fiz a pesquisa de campo. Eu não a toquei. Nem desejo toca-la. Eu preciso somente entender – qual a natureza daquela forma? De que oceanos, de que eras, de que jornadas vieste? Jamais saberei, e estou feliz com isso. Porque desisti da intenção de pesquisar. Decidi que a burrice é inpesquisável. Quero apenas celebrar a alegria de não retê-la na lembrança. Estou satisfeito e seguro porque agora sei que a BUrricE existe.

por Agnaldo Ribeiro

a arte de dizer não.

Eu gosto de infâmia. Por isso sem meias verdades aqui. Tenha a bondade!